Estou trabalhando na unidade PCH Pai Joaquim da Cemig e estamos instalando um equipamento chamado limpa grade pela empresa Hacker Industrial, isso já faz alguns dias. Por esses dias nessa unidade aconteceu uma parada na turbina, onde foi necessário drenar a água toda para manutenção na tal, e até as grades da tomada d’água foi retirada. Fiquei sabendo que houve nessa unidade de PCH algumas paradas em anos atrás onde precisou sempre de um bom planejamento na execução dessa atividade. A felicidade foi muito grande da equipe que trabalhava nessa parada, onde disseram que nunca houve uma parada tão eficaz e eficiente como essa, resultados excepcionais obtiveram dessa parada onde contaram-me que nenhum peixe morreu, e esse impacto positivo no ecossistema foi de grande valor para esse direito difuso de todos, o meio ambiente; resultado valoroso para a empresa Cemig nas
suas condutas. Havia vários colaboradores por aqui, mas o supervisor conseguiu uma liderança exemplar nessa atividade, com um planejamento e execução perfeita em relação ao nosso futuro ambiental.
Venho com isso trazer a vós uma ideia despertada em mim por esses dias quando aprofundava no ESG (ambiental, social e governança) que pode gerar mais valor social e econômico para a organização. Essa ideia tem
como objetivo mudar o conceito psíquico dos colaboradores que são concursados ou não em empresas, e gerar um crescimento econômico exponencial para a corporação no médio e longo prazo.
Quero mencionar primeiramente o lado psíquico das pessoas que trabalham em empresas de capital aberto como a Cemig e fazer com que elas olhem com outros olhos para o trabalho que estão fazendo nelas. O lado pessoal, determinado ou não, confortável ou desconfortável em organizações concursadas ou não, traz uma falta de engajamento por boa parte dos colaboradores, dos funcionários, dessas partes interessadas, independente de qual patamar se encontra, se é no operacional, no tático ou estratégico. Fazer com que se empenhem em algumas atividades pode ser um tanto difícil e batalhado por partes de lideranças em sua gestão de pessoas; muitos desses funcionários tratam o ser concursado como “aposentei aqui”, ou seja, “ninguém me demite mesmo vou enrolar um pouco”. Isso é um problema enfrentado por várias lideranças e não lideranças; imaginemos dois colaboradores sem serem lideres, um trabalha com vontade e outro “encosta nesse” para que não seja percebido dos superiores, porém o que trabalha para “dois” fica nervoso e desmotivado com essa situação. O lado psíquico dentro de uma organização de capital aberto pode ser melhorado e isso contribuiria em eficiência e eficácia dentro dela. Por mais que a empresa chegou a patamares monetários elevadíssimo, nada impede que possa melhorar, pois sempre haverá espaço para melhorias em toda a atividade executada.
Percebemos que as motivações nas pessoas geram valor para a empresa, trabalham mais dispostas e com ideias que compartilham; reduzem gastos nas operações e não como quem dizem: “não tenho empresa mesmo”; fazem com que os colaboradores acordem cedo com disposição para melhorar a organização em que trabalham e não ficar na mesmice e do mesmo jeito sem avanços. Também sabemos que a organização agrega aos colaboradores muitos benefícios pessoais e familiares; planos de saúde, dentários, vales e entre outros benefícios para o colaborador. Mas as vezes isso ainda fica em falta na mente de muitos, no entendimento de vários funcionários e na maioria do pensamento deles o que motiva é o “aumento de salário” ou “mais dinheiro no bolso”. A empresa para lidar com aumento de salários frequente é quase impossível e as reclamações e o descontentamento são frequentes.
Quero mencionar agora o que clareou em minha mente na minha especialização que estou cursando, quando me aprofundava no ESG. Clareou em mim algo interessante que acredito ser de grande valia para empresas de capital aberto em todo território nacional. Pegando essa base psíquica das pessoas que trabalham nas unidades da corporação veremos por um lado o que possa motivar essas pessoas a se dedicarem mais e gastarem menos recursos em suas operações do dia a dia. Gastar menos recursos não só traz impacto econômico para a corporação como também para o meio ambiente; para a Governança Ambiental é de suma importância usar menos recursos que possam derivar da natureza. Imagina os colaboradores em sua maioria dedicado e motivado nas suas atividades? Conseguiríamos melhorar o faturamento da empresa e deixá-los mais animados no seu dia a dia? O que mexe nos pensamentos das pessoas que possam melhorar essas atitudes? Acredito ter uma resposta para essas situações, e creio que pode ser um impacto positivo tão absurdo que revolucionária o conceito dos funcionários em empresas de capital aberto que estejam concursados ou não concursados.
Uma coisa que pode mexer com a mente das pessoas para melhorar em uma empresa é ser “dono dela” ou porque não ser “sócio dela”; já pensaram em pulverizar em todos os departamentos e disciplinas da empresa cursos de investimentos na empresa em que trabalham? Imagina funcionários da Cemig investindo e comprando ações da Cemig? Ensinar os funcionários a serem sócios da organização; mostrar a eles os benefícios de terem seus dinheiros aplicados a longo prazo (lógico que aprenderam sobre os riscos); fomentar uma cultura de compra de ações mensalmente por parte deles. Imaginemos agora um funcionário/colaborador da corporação sendo “sócio” dela? Teríamos um engajamento melhor? Seria ele mais cuidadoso com os recursos usados? Empenharia em executar a atividade com mais destreza? Nós sabemos que se isso acontecendo, reflete para os fundos de investimentos, o valor da empresa sobe e com isso os “sócios funcionários” ficariam com seus valores cada vez mais alavancados.
Um funcionário ser sócio da organização geraria um regozijo incrível dentro de sua mente, seu psíquico seria convertido em atitudes prósperas e benéfica para a organização. Fazer um trabalho desse na empresa com planejamento, aperfeiçoamento dessa ideia acredito ser despertador para um país onde somos cegos e surdos para esse tipo de investimento. Não cheguei a fazer os cálculos, ainda é algo superficial em minha mente, mas acredito que elaborar um trabalho desse dentro da companhia seria formidável, enxertar essa visão em todos os colaboradores da empresa é sensacional!
Com essa cultura dentro da empresa poderia ter um crescimento econômico significativo e a governança social em alta, os trabalhadores da companhia mudariam suas visões e entenderiam que verdadeiramente o crescimento da empresa é o meu crescimento financeiro e mais mais do que isso um futuro sustentável para filhos/netos/bisnetos. Ensinar os conceitos ESG para que todos possam adaptar a essa tendência e necessidade mundial é disparado como benefício para todos, principalmente para geração futura que virá após nós.
O que dizer do ocorrido aqui na PCH Pai Joaquim? A manobra que foi executada aqui precisa ser tocada nas trombetas sustentáveis e mostrar o quão válido é investir em uma empresa como a Cemig. Não morrer nenhum peixe se enquadra nas especificações e recomendações da norma GRI – 304 (Proteger a diversidade biológica é importante para garantir a sobrevivência de espécies vegetais e animais, da diversidade genética e dos ecossistemas naturais; A biodiversidade também contribui diretamente com os meios de subsistência locais, tornando-se essencial para conseguir reduzir a pobreza e, portanto, para o desenvolvimento sustentável), falando da necessidade dessa biodiversidade conservada pela empresa em um trabalho que foi bem executado. Se funcionários estivessem com suas ações compradas veriam seu patrimônio aumentar consideravelmente por esse trabalho e despertaria em outros o fazer cada vez melhor, uma melhoria contínua, e se beneficiariam do aumento de capital investido.
Espero que essa ideia possa ser disseminada em várias empresas no território nacional, gerando valores imensuráveis!
Daniel Colloca.

Deixe um comentário